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Meditação ativa através das Danças Circulares

Texto escrito para divulgação da dança circular num espaço de Yoga.


Publicado em 31/10/2013

Valéria Rosa Pinto da Silva


A música, o movimento e a dança sempre foram usados desde os primórdios da Civilização, para levar o homem a conectar-se com sua natureza interior mais profunda e, através dela, poder integrar-se à totalidade do Universo. Os povos antigos sempre souberam disso. Na antiga Índia, Shiva, o criador do Universo é representado por um dançarino. Na Grécia, a mitologia nos diz que a Terra surgiu através da dança de Gaia. A sabedoria chinesa considera que a única coisa permanente no Universo é a própria mutação. Os índios brasileiros dizem que o equilíbrio entre o céu e a terra só acontece porque o índio dança. Assim, o índio dançava todo dia para que este equilíbrio fosse mantido.

Realizadas em círculo e de mãos dadas, estas danças são inspiradas na cultura de vários povos : Gregos, judaicos, turcos, Escoceses (Celtas), Africanos, Indígenas, Brasileiros, Ciganos, indianos... É um poderoso instrumento de auto integração e harmonização . Sua prática pode levar à benefícios físicos, mentais e emocionais.

Muitas tradições espirituais utilizam mantras para alcançarem o estado meditativo. Nas danças a combinação do som e movimento é especialmente adequada para nosso tempo, pois facilita a concentração, mas não exige o esforço da imobilidade e do silêncio. Os passos funcionam como mantras_ células que se repetem ao longo da música ciclicamente ao redor da roda. Bernhard Wosien, o pai das Danças Circulares, afirmava que dançar é meditação em movimento, funciona como uma oração sem palavras.

Para dançar não é necessário qualquer dom ou habilidade especial. Através deste método todas as pessoas podem se beneficiar sem restrições. O círculo é essencialmente inclusivo, todas as pessoas que neles se encontram voltadas para o centro têm a visão de todos os demais e são todos igualmente iguais. É uma forma geométrica especial por simbolizar a unidade, não tem começo nem fim. A neurociência afirma que estar em círculo ajuda a organizar os hemisférios cerebrais, proporcionando uma sensação de conexão.

“Aquele que medita dançando encontra um adensamento de seu ser em um tempo não mais mensurável, no qual a força mágica da roda se manifesta.” Bernhard Wosien-

“A dança é o retrato dinâmico da história humana. Ela nos relata a experiência do entusiasmo, da presença plena e atemporal que une o ser humano com o Divino. A dança é mais do que mera reflexão especular. Nela o espírito continua a viver e, pela repetição da forma transmitida pela tradição, liberta-se novamente e se manifesta no prazer. O espírito e a natureza, Deus e sua criação, foram separados em todos os mitos das origens. Na dança, como exercício de fé e de vida, eles se fundem novamente numa unidade. O ser humano que dança é símbolo vivo da ligação do céu com a terra". Maria-Gabriele Wosien. Namastê.


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